Manifesto dos Gaviões da Fiel Movimento Rua São Jorge a respeito das menções de sermos uma dissidência dos Gaviões da Fiel.
Para quem sabe da ideologia verdadeira, sabe que ser Gavião não se resume a um espaço físico, a uma camisa que veste o corpo, a uma carteira com um número. Gaviões é uma ideologia. E ideologia se pratica em qualquer lugar. Ser Gavião é acima de tudo uma atitude. Uma forma de agir e pensar que nos identifica, nos qualifica, nos diferencia do resto do mundo. A atitude de ser Gavião acontece em qualquer lugar, em qualquer hora.
Quando fomos tirados dos estádios respondemos para a sociedade: Corinthians, com ou sem minha camisa, o meu mundo é você!
Quando as portas da quadra estavam para serem fechadas, gritamos: não adianta fechar a quadra. Os Gaviões sempre existirão, porque nossa existência independe de um espaço físico. Vamos nos reunir na rua, em qualquer lugar. Felizmente, ganhamos a batalha, e a quadra não foi fechada. Nem tivemos que mudar de nome como fizeram outras torcidas. A quadra fecharia, mas não mudaríamos o nome. Seriamos para sempre os Gaviões da Fiel Torcida. Para sempre os fiscalizadores do Corinthians Paulista do nosso coração. Isso é o que nos define acima de tudo o mais. Somos em nossa essência os defensores do Todo Poderoso Timão.
O Movimento Gaviões da Rua São Jorge, surgiu, tomou vulto, e afirmou sua existência dentro da nossa quadra. Por razões várias, optamos por nos estabelecer em outro lugar, e não mais na quadra. Escolhemos a Rua São Jorge. Nada mais forte, nada mais significativo para o que estamos nos propondo como Gaviões. Optamos por nos instalar ali, de cara pro Corinthians. Fomos nos estabelecer ali, levando com a gente a ideologia que aprendemos em nossos anos de quadra, com os nosso espelhos, com as nossas referências de lideranças. Muitos de nós adquiriu essa ideologia diretamente deles. Outros dos que aprenderam com eles. Um ensinamento passado de geração a geração. E claro que levamos em nossa bagagem a camisa que nos identifica. Mas a camisa mais importante é a que veste a alma. Que não é a camisa material, mas a camisa do sentimento. Com isso não queremos dizer, que a camisa que veste o corpo, não tenha importância. Tem. E muita. É a concretização material da camisa que veste nossa alma. Não abrimos mão dela. Não abrimos mão de ser Gavião. Pois ser Gavião é um patrimônio humano de todos nós que dedicamos grande parte de nossas vidas para nossa entidade.
Dizer que os militantes do Movimento Gaviões da Rua São Jorge são uma dissidência, é querer nos tirar uma essência que é nossa. É querer negar nossa forma de existir. Ninguém pode nos dizer o que somos ou o que deixamos de ser. Nós afirmamos que somos Gaviões. Que a Velha Guarda dos gaviões é também a nossa Velha Guarda, que o Bandeirão Número 1 é também o nosso bandeirão. Que todos os bandeirões são também nossos. E a quadra também é nossa. Porque é também nossa a história dos 40 anos de Gaviões da Fiel Torcida. Nós participamos da construção dessa história.
Não temos na Rua reunião de sócios novos. Pois somos todos sócios de uma única entidade: Grêmio Gaviões da Fiel Torcida fundado em 1 de Julho de 1969, por Flávio La Selva e Outros Grandes Nomes. Somos sócios dos Gaviões que militamos na Rua.
Nós consideramos e respeitamos o Grêmio Gaviões da Fiel Torcida, seu presidente, sua diretoria, independentemente dos caminhos escolhidos. Apenas por uma impossibilidade histórica, decidimos que exerceríamos o nosso Corinthianismo, o nosso Gavionismo na Rua São Jorge. Não somos os Gaviões dissendentes, somos os Gaviões residentes da Rua São Jorge.
sábado, 27 de junho de 2009
Sugestão do blog
Segue link do Blog torcida wordpress no qual seus responsáveis acompanham torcidas organizadas em sua maior intimidade. Mobilizados naas arquibancadas, trajetos, sedes, enfim, diretamente na intimidade.
Aos que são apreciadores do movimento das organizadas vale conferir.
http://torcida.wordpress.com/
Pulguinha
Gaviões da Fiel
Movimento Rua São Jorge
Aos que são apreciadores do movimento das organizadas vale conferir.
http://torcida.wordpress.com/
Pulguinha
Gaviões da Fiel
Movimento Rua São Jorge
Recordar um passado não tão distante

Protesto dos Gaviões quando os organizadores do futebol paulista iniciou-se o processo separatista nos estádios, iniciado pelo Pacaembú. Local onde nos concentravamos ficou destinado ao torcedor comum, as famílias como mencionavam, como se não fossemos pessoas de família.
Hoje este local, o setor de cadeiras laranja, para adentrar paga-se o ingresso caro. Cheguei a ver ingresso a R$ 70. Verdadeiro absurdo.
Salário mínimo quanto mesmo ?
Pela luta contra o aumento dos ingressos Já !!!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Especial Futebol e Política do Blog Passa Palavra
Passa Palavra 2
O especial sobre futebol e política do Passa Palavra chega ao segundo artigo, escrito por Kadj Oman.
O tema é a Gaviões da Fiel e seus aspectos políticos.
Especial Futebol (II): A Gaviões da Fiel e o caráter político do torcedor
Segundo artigo do especial do Passa Palavra sobre futebol, é sobre o procedimento, entendido pela Gaviões como a postura a ser tomada frente ao Corinthians e seus problemas, que falaremos aqui. Por Kadj Oman [*]
O ano era 1969. Vivíamos sob a ditadura, mais precisamente na época da chamada “linha dura”, com Costa e Silva no poder. Um ano havia se passado desde 1968, quando revoltas, principalmente estudantis, recrudesceram tanto a oposição quanto o governo. Veio o AI-5, e a censura, a repressão e a tortura se espalhavam por todo o país.
Em meio a tudo isso, em São Paulo, o clube de futebol mais popular do Estado enfrentava a sua própria crise: há 15 anos sem títulos, o Sport Club Corinthians Paulista vivia também outra ditadura, particular. Wadih Helu, há mais de década no poder, fazia o que queria com o departamento de futebol profissional. Até que um grupo de torcedores que se encontrava nos jogos do time desde 1965, liderados por Flávio La Selva, resolve fundar uma torcida organizada, a primeira do Brasil, apoiada estruturalmente nos moldes dos clubes de bairro e ideologicamente na efervescência de idéias de luta por liberdade que inundava o país. Tinha início, em 1º de julho, a Gaviões da Fiel.
O release oficial da Gaviões, encontrado no sítio na internet da torcida - www.gavioes.com.br – e escrito por Roberto Daga, sócio número 3, diz exatamente que ”(…) um grupo de corinthianos autênticos que vieram a se conhecer nas gerais dos estádios onde o Corinthians se apresentava (…) movidos pelo ideal de colaborar com a vida do clube, não só incentivando o time, mas também participando efetivamente da vida política administrativa do Sport Club Corinthians Paulista (sic)” deu início à Gaviões. Um início que já se colocava como político, onde o “(…) ideal de participação nada mais é do que o exercício do direito de influenciar, e dar aos mandatários do clube, a legitimidade ao mandato exercido, e ao mesmo tempo obrigá-los à cumprir os verdadeiros anseios na Nação Corinthiana (sic)”. Começava a história do grupo que, anos mais tarde, traçaria como seu mote “lealdade, humildade e procedimento”. É sobre o procedimento, entendido pela Gaviões como a postura a ser tomada frente ao Corinthians e seus problemas, que falaremos aqui.
Hoje, junho de 2009, às vésperas do quadragésimo aniversário da torcida, o que inunda as manchetes de jornais pelo país é a notícia de que uma “dissidência violenta” da Gaviões teria provocado uma emboscada a torcedores do Vasco da Gama, em dia de jogo entre este e o Corinthians pela semifinal da Copa do Brasil, que terminou na morte de um torcedor corinthiano. Já questionada e refutada por grande parte da mídia, graças ao esforço de jornalistas independentes que fizeram o serviço de apurar os fatos e colocar o lado dos torcedores na história, a versão da mídia para o acontecido abre a possibilidade de um debate sobre o lugar atual do caráter político que a Gaviões da Fiel buscava exaltar em sua criação. Para isso, antes de mais nada, cabe identificar a dita “dissidência violenta” noticiada pela grande mídia.
Desde 1975, a Gaviões da Fiel participa do Carnaval paulistano, primeiro enquanto bloco, e depois – a partir de 1989 – enquanto escola de samba. Essa participação, além de ter sido fundamental no crescimento do número de associados da torcida, hoje com o maior quadro de sócios do país, modificou as estruturas de poder e de interesse de seus membros, principalmente alguns de seus dirigentes. O Carnaval mexe com dinheiro, muito dinheiro, tanto entrando quanto saindo. O que se configurou, então, foi uma gradativa divisão, a princípio não tão nítida, depois bastante clara e opositora, entre os interesses da escola de samba e os interesses da torcida de futebol. Grupos que defendiam os dois lados passaram a se opor sobre os rumos da Gaviões, tanto politicamente quanto economicamente. E essa divisão começou a ser posta à prova há mais de dez anos. Na década de 90, um episódio de confronto dentro de campo entre torcedores de torcidas organizadas de São Paulo e Palmeiras, após um jogo de juniores das duas equipes, desencadeou uma série de ações restritivas às torcidas organizadas no estado de São Paulo. Boa parte delas foi juridicamente fechada, o que não as impediu de existir mesmo que sem suas camisas e com bandeiras sem seus nomes, mas com seus ideais. A Polícia passou a acompanhar e controlar a atividade das mesmas, principalmente dentro do estádio. E as organizadas foram forçadas a mudar a toada de suas canções e ações.
No caso da Gaviões, no lugar dos cânticos de extermínio ao rival, entram os gritos de apoio ao Corinthians e questionamento do poder do Estado, mesmo que indiretamente: ao invés de “Morumbi ela domina, Pacaembu ela destrói / No Rio ela detona qualquer um que ela encontra / Não tenho medo de morrer / Eu dou porrada pra valer / Eu amo essa torcida e o nome dela eu vou dizer / Como é que é? / Gaviões – Fiel! / Eu sou / Da Gaviões, eu sou / Vou dar porrada, eu vou / E ninguém vai me segurar”, temos “Contra todo ditador que no Timão quiser mandar / A Gaviões nasceu pra poder reivindicar / Os direitos da Fiel que paga ingresso sem parar / Não temos medo de acabar/ Corinthians joga, eu vô tá lá / Nossa corrente é forte e jamais se quebrará / Pelo Corinthians / Com muito amor / Até o fim / Gaviões – Fiel! / Eu sou / Da Gaviões, eu sou / Corinthians joga, eu vou / E ninguém vai me segurar”.
A repressão, portanto, acaba forçando as organizadas a se repensarem para sobreviver, e isso vai para além dos cantos de estádio: na forma jurídica, refundadas enquanto escolas de samba, as torcidas encontraram um meio de não poderem ser fechadas pelo Ministério Público. O Carnaval ganha espaço e importância. A oposição interna da Gaviões, então, volta a aparecer. E cinco anos atrás, passa por um teste de fogo.
O Corinthians vivia sob nova ditadura, desta vez de Alberto Dualib, quando, no final de 2004, fechou parceria escusa com um empresário iraniano. Kia Joorabchian, ligado à máfia russa, veio ao clube com a promessa de montar um “supertime”. A Gaviões, então, vivenciou um quase-racha entre aqueles que apoiavam a parceria e aqueles que eram contrários a ela. Dois anos depois, Kia, Dualib e o Corinthians preenchiam as páginas policiais dos jornais, com o iraniano sendo procurado pela Polícia Federal tendo a prisão preventiva decretada. O clube, sem dinheiro e sem jogadores – os grandes craques, com a turbulência, foram levados para a Europa -, acabou o ano de 2007 tendo sido rebaixado para a segunda divisão do campeonato nacional pela primeira vez em sua história. Nas arquibancadas, entretanto, uma vitória: reunidos momentaneamente pelo momento de crise, os torcedores criaram a vitoriosa campanha “Fora, Dualib!”, que tirou o mandatário e sua diretoria do controle do clube, provocou uma mudança estatutária para impedir a reeleição infinita e recolocou a administração sob os olhares atentos dos torcedores.
No Carnaval, entretanto, confusões jurídicas e econômicas entre a Gaviões, a Liga das Escolas de Samba de São Paulo e a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão dos desfiles, causaram finalmente a ruptura entre os opositores do Carnaval enquanto atividade principal da entidade e os defensores do mesmo. Derrotados em eleição interna da torcida, os opositores – os mesmos que no começo da década realizaram uma aproximação da Gaviões com movimentos sociais, notadamente o MST e os movimentos de sem-teto – fundaram o Movimento Rua São Jorge, composto por diversas lideranças da torcida e outros membros insatisfeitos com a condução da entidade, cujos dirigentes sofriam acusações de corrupção e de colocar interesses individuais à frente dos coletivos, incluindo aí suspeitas de envolvimento de alguns deles com algumas das muitas máfias que rondam o meio do futebol. Passando a se encontrar em frente ao Corinthians, na rua São Jorge, para ir aos jogos, os membros do Movimento se tornaram alvo fácil para as outras organizadas a partir do momento em que não constituem juridicamente uma nova torcida e, por conta disso, não contam com proteção (?) policial em dias de jogos. Por conta dessa exposição, acabaram por alugar uma sede própria, que não serve como uma desculpa para fundar uma nova torcida – afinal, todos eles têm orgulho e fazem questão de afirmar que são Gaviões da Fiel –, mas como ponto de encontro de torcedores que antes se concentravam em bares na frente do Corinthians.
Num cenário em que a sociedade deteriorou de tal maneira os espaços públicos e coletivos a ponto de que as disputas entre torcidas saíram cada vez mais do nível simbólico para alcançar o nível do confronto físico pela ocupação de um espaço que é, no cotidiano, alheio às duas, o envolvimento da Rua São Jorge em confusões violentas – as quais nem sempre provoca, mas nunca evita, conforme o código de conduta informal que rege o comportamento das torcidas organizadas – serve como prato cheio para desvirtuar aquilo que o movimento tenta construir: um fórum nacional de torcidas organizadas que busque combater a crescente onda repressora e opressora nos estádios brasileiros, que vai desde proibições e arbitrariedades quanto a bandeiras com frases políticas à exclusão e segregação dos torcedores organizados em determinados setores do estádio. Foi nesse sentido que a Rua São Jorge organizou o I Seminário da Rua São Jorge, em março deste ano, para não só explicar a ideologia do movimento mas discutir, nas palavras do release do evento, “as experiências e organização dos movimentos sociais brasileiros e a organização do movimento Rua São Jorge junto ao processo de extinção das torcidas organizadas e a elitização do futebol”.
Se, em 1979, dez anos depois de fundada e ainda sob a ditadura militar, a Gaviões da Fiel – que a essa altura já tinha conseguido depor Wadih Helu do comando do Corinthians em um episódio chamado de Revolução Corinthiana – estendia uma faixa com os dizeres “Anistia ampla, geral e irrestrita”, em 2009 o Movimento Rua São Jorge busca resgatar este caráter político e contestador da torcida organizada de futebol. Em meio a isso, sofre com a violência – e revida com ela da mesma maneira esquizofrênica com que é atacado – de outros grupos torcedores, muitas vezes dominados por máfias ou influências políticas, e da mídia, da Polícia e do Ministério Público, que não os reconhecem e os marginalizam da mesma forma com que marginalizam outros movimentos sociais por aí e com que espancavam e prendiam membros da Gaviões – e de outras organizadas – que nos anos de chumbo ousavam cantar e dizer contra a ditadura. Afinal, são anos de tratamento animalesco por parte do poder público, e durante esses anos a cultura da violência cresceu de tal forma que não é possível ser terminada de uma hora pra outra, ou por meio de medidas ainda mais autoritárias como as que vemos acontecer dia após dia – chega-se ao cúmulo de propor jogos com torcida única. O problema da violência não é exclusividade do futebol e muito menos caso de polícia: sua ordem é maior, social, intrinsecamente ligada ao processo de expansão espacial do capital que se deu no Brasil aceleradamente da década de 50 em diante.
futebol, por seu caráter aglutinador de massas, consegue proporcionar espaços propícios a todo tipo de experiência política coletiva. A maioria delas é cooptada e orientada no sentido do capital, que vai em busca de uma “limpeza” das arquibancadas com vistas à Copa do Mundo de 2014, que aqui será realizada. Mas é engano dos mais terríveis pensar que as torcidas organizadas são apenas agrupamentos bélicos que buscam exterminar um ao outro: em recente audiência pública na Câmara dos Vereadores em que reclamavam a volta das bandeiras com mastro de bambu aos estádios paulistas, banidas há mais de década, os dirigentes das principais organizadas do estado, cansados da enrolação parlamentar, fecharam o encontro dizendo que, se não tiver conversa, deveriam se unir para chegar em 2014 fortes o suficiente para “roubar todos os turistas e botar fogo nessa merda (sic)”. A violência do capital, portanto, encontra reflexo à medida que se recrudesce, e o autoritarismo força os torcedores a repensar suas práticas, criando a possibilidade de surgimento de outras estruturas e outras idéias e ações como as que o Movimento Rua São Jorge tenta organizar.
Até 2014, o movimento dos torcedores organizados terá um grande desafio: superar a esquizofrenia do aniquilamento mútuo em nome de sua própria sobrevivência. Entretanto, para isso, precisa conseguir criar algo forte o suficiente para não só sobreviver, mas abrir espaço para se auto-afirmar enquanto movimento social nas cada vez mais excludentes arquibancadas deste país. Parte deste desafio passa por uma revisão de suas estruturas e de suas alianças. No caso da Gaviões, entre o MST e o espectro das máfias organizadas, há um abismo que pode decretar a falência ou a reorganização do ideal de “procedimento” que, desde sempre, norteou as ações da torcida.
Hoje, o Movimento Rua São Jorge representa a possibilidade transformadora desse ideal. Resta torcer e, na medida do possível, colaborar e participar para que a violência – em todas as suas formas, do preço do ingresso ao confronto físico com outras organizadas – não acabe por reduzir esse potencial ao nível das disputas sangrentas por poder.
[*] http://vailateral.wordpress.com
O especial sobre futebol e política do Passa Palavra chega ao segundo artigo, escrito por Kadj Oman.
O tema é a Gaviões da Fiel e seus aspectos políticos.
Especial Futebol (II): A Gaviões da Fiel e o caráter político do torcedor
Segundo artigo do especial do Passa Palavra sobre futebol, é sobre o procedimento, entendido pela Gaviões como a postura a ser tomada frente ao Corinthians e seus problemas, que falaremos aqui. Por Kadj Oman [*]
O ano era 1969. Vivíamos sob a ditadura, mais precisamente na época da chamada “linha dura”, com Costa e Silva no poder. Um ano havia se passado desde 1968, quando revoltas, principalmente estudantis, recrudesceram tanto a oposição quanto o governo. Veio o AI-5, e a censura, a repressão e a tortura se espalhavam por todo o país.
Em meio a tudo isso, em São Paulo, o clube de futebol mais popular do Estado enfrentava a sua própria crise: há 15 anos sem títulos, o Sport Club Corinthians Paulista vivia também outra ditadura, particular. Wadih Helu, há mais de década no poder, fazia o que queria com o departamento de futebol profissional. Até que um grupo de torcedores que se encontrava nos jogos do time desde 1965, liderados por Flávio La Selva, resolve fundar uma torcida organizada, a primeira do Brasil, apoiada estruturalmente nos moldes dos clubes de bairro e ideologicamente na efervescência de idéias de luta por liberdade que inundava o país. Tinha início, em 1º de julho, a Gaviões da Fiel.
O release oficial da Gaviões, encontrado no sítio na internet da torcida - www.gavioes.com.br – e escrito por Roberto Daga, sócio número 3, diz exatamente que ”(…) um grupo de corinthianos autênticos que vieram a se conhecer nas gerais dos estádios onde o Corinthians se apresentava (…) movidos pelo ideal de colaborar com a vida do clube, não só incentivando o time, mas também participando efetivamente da vida política administrativa do Sport Club Corinthians Paulista (sic)” deu início à Gaviões. Um início que já se colocava como político, onde o “(…) ideal de participação nada mais é do que o exercício do direito de influenciar, e dar aos mandatários do clube, a legitimidade ao mandato exercido, e ao mesmo tempo obrigá-los à cumprir os verdadeiros anseios na Nação Corinthiana (sic)”. Começava a história do grupo que, anos mais tarde, traçaria como seu mote “lealdade, humildade e procedimento”. É sobre o procedimento, entendido pela Gaviões como a postura a ser tomada frente ao Corinthians e seus problemas, que falaremos aqui.
Hoje, junho de 2009, às vésperas do quadragésimo aniversário da torcida, o que inunda as manchetes de jornais pelo país é a notícia de que uma “dissidência violenta” da Gaviões teria provocado uma emboscada a torcedores do Vasco da Gama, em dia de jogo entre este e o Corinthians pela semifinal da Copa do Brasil, que terminou na morte de um torcedor corinthiano. Já questionada e refutada por grande parte da mídia, graças ao esforço de jornalistas independentes que fizeram o serviço de apurar os fatos e colocar o lado dos torcedores na história, a versão da mídia para o acontecido abre a possibilidade de um debate sobre o lugar atual do caráter político que a Gaviões da Fiel buscava exaltar em sua criação. Para isso, antes de mais nada, cabe identificar a dita “dissidência violenta” noticiada pela grande mídia.
Desde 1975, a Gaviões da Fiel participa do Carnaval paulistano, primeiro enquanto bloco, e depois – a partir de 1989 – enquanto escola de samba. Essa participação, além de ter sido fundamental no crescimento do número de associados da torcida, hoje com o maior quadro de sócios do país, modificou as estruturas de poder e de interesse de seus membros, principalmente alguns de seus dirigentes. O Carnaval mexe com dinheiro, muito dinheiro, tanto entrando quanto saindo. O que se configurou, então, foi uma gradativa divisão, a princípio não tão nítida, depois bastante clara e opositora, entre os interesses da escola de samba e os interesses da torcida de futebol. Grupos que defendiam os dois lados passaram a se opor sobre os rumos da Gaviões, tanto politicamente quanto economicamente. E essa divisão começou a ser posta à prova há mais de dez anos. Na década de 90, um episódio de confronto dentro de campo entre torcedores de torcidas organizadas de São Paulo e Palmeiras, após um jogo de juniores das duas equipes, desencadeou uma série de ações restritivas às torcidas organizadas no estado de São Paulo. Boa parte delas foi juridicamente fechada, o que não as impediu de existir mesmo que sem suas camisas e com bandeiras sem seus nomes, mas com seus ideais. A Polícia passou a acompanhar e controlar a atividade das mesmas, principalmente dentro do estádio. E as organizadas foram forçadas a mudar a toada de suas canções e ações.
No caso da Gaviões, no lugar dos cânticos de extermínio ao rival, entram os gritos de apoio ao Corinthians e questionamento do poder do Estado, mesmo que indiretamente: ao invés de “Morumbi ela domina, Pacaembu ela destrói / No Rio ela detona qualquer um que ela encontra / Não tenho medo de morrer / Eu dou porrada pra valer / Eu amo essa torcida e o nome dela eu vou dizer / Como é que é? / Gaviões – Fiel! / Eu sou / Da Gaviões, eu sou / Vou dar porrada, eu vou / E ninguém vai me segurar”, temos “Contra todo ditador que no Timão quiser mandar / A Gaviões nasceu pra poder reivindicar / Os direitos da Fiel que paga ingresso sem parar / Não temos medo de acabar/ Corinthians joga, eu vô tá lá / Nossa corrente é forte e jamais se quebrará / Pelo Corinthians / Com muito amor / Até o fim / Gaviões – Fiel! / Eu sou / Da Gaviões, eu sou / Corinthians joga, eu vou / E ninguém vai me segurar”.
A repressão, portanto, acaba forçando as organizadas a se repensarem para sobreviver, e isso vai para além dos cantos de estádio: na forma jurídica, refundadas enquanto escolas de samba, as torcidas encontraram um meio de não poderem ser fechadas pelo Ministério Público. O Carnaval ganha espaço e importância. A oposição interna da Gaviões, então, volta a aparecer. E cinco anos atrás, passa por um teste de fogo.
O Corinthians vivia sob nova ditadura, desta vez de Alberto Dualib, quando, no final de 2004, fechou parceria escusa com um empresário iraniano. Kia Joorabchian, ligado à máfia russa, veio ao clube com a promessa de montar um “supertime”. A Gaviões, então, vivenciou um quase-racha entre aqueles que apoiavam a parceria e aqueles que eram contrários a ela. Dois anos depois, Kia, Dualib e o Corinthians preenchiam as páginas policiais dos jornais, com o iraniano sendo procurado pela Polícia Federal tendo a prisão preventiva decretada. O clube, sem dinheiro e sem jogadores – os grandes craques, com a turbulência, foram levados para a Europa -, acabou o ano de 2007 tendo sido rebaixado para a segunda divisão do campeonato nacional pela primeira vez em sua história. Nas arquibancadas, entretanto, uma vitória: reunidos momentaneamente pelo momento de crise, os torcedores criaram a vitoriosa campanha “Fora, Dualib!”, que tirou o mandatário e sua diretoria do controle do clube, provocou uma mudança estatutária para impedir a reeleição infinita e recolocou a administração sob os olhares atentos dos torcedores.
No Carnaval, entretanto, confusões jurídicas e econômicas entre a Gaviões, a Liga das Escolas de Samba de São Paulo e a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão dos desfiles, causaram finalmente a ruptura entre os opositores do Carnaval enquanto atividade principal da entidade e os defensores do mesmo. Derrotados em eleição interna da torcida, os opositores – os mesmos que no começo da década realizaram uma aproximação da Gaviões com movimentos sociais, notadamente o MST e os movimentos de sem-teto – fundaram o Movimento Rua São Jorge, composto por diversas lideranças da torcida e outros membros insatisfeitos com a condução da entidade, cujos dirigentes sofriam acusações de corrupção e de colocar interesses individuais à frente dos coletivos, incluindo aí suspeitas de envolvimento de alguns deles com algumas das muitas máfias que rondam o meio do futebol. Passando a se encontrar em frente ao Corinthians, na rua São Jorge, para ir aos jogos, os membros do Movimento se tornaram alvo fácil para as outras organizadas a partir do momento em que não constituem juridicamente uma nova torcida e, por conta disso, não contam com proteção (?) policial em dias de jogos. Por conta dessa exposição, acabaram por alugar uma sede própria, que não serve como uma desculpa para fundar uma nova torcida – afinal, todos eles têm orgulho e fazem questão de afirmar que são Gaviões da Fiel –, mas como ponto de encontro de torcedores que antes se concentravam em bares na frente do Corinthians.
Num cenário em que a sociedade deteriorou de tal maneira os espaços públicos e coletivos a ponto de que as disputas entre torcidas saíram cada vez mais do nível simbólico para alcançar o nível do confronto físico pela ocupação de um espaço que é, no cotidiano, alheio às duas, o envolvimento da Rua São Jorge em confusões violentas – as quais nem sempre provoca, mas nunca evita, conforme o código de conduta informal que rege o comportamento das torcidas organizadas – serve como prato cheio para desvirtuar aquilo que o movimento tenta construir: um fórum nacional de torcidas organizadas que busque combater a crescente onda repressora e opressora nos estádios brasileiros, que vai desde proibições e arbitrariedades quanto a bandeiras com frases políticas à exclusão e segregação dos torcedores organizados em determinados setores do estádio. Foi nesse sentido que a Rua São Jorge organizou o I Seminário da Rua São Jorge, em março deste ano, para não só explicar a ideologia do movimento mas discutir, nas palavras do release do evento, “as experiências e organização dos movimentos sociais brasileiros e a organização do movimento Rua São Jorge junto ao processo de extinção das torcidas organizadas e a elitização do futebol”.
Se, em 1979, dez anos depois de fundada e ainda sob a ditadura militar, a Gaviões da Fiel – que a essa altura já tinha conseguido depor Wadih Helu do comando do Corinthians em um episódio chamado de Revolução Corinthiana – estendia uma faixa com os dizeres “Anistia ampla, geral e irrestrita”, em 2009 o Movimento Rua São Jorge busca resgatar este caráter político e contestador da torcida organizada de futebol. Em meio a isso, sofre com a violência – e revida com ela da mesma maneira esquizofrênica com que é atacado – de outros grupos torcedores, muitas vezes dominados por máfias ou influências políticas, e da mídia, da Polícia e do Ministério Público, que não os reconhecem e os marginalizam da mesma forma com que marginalizam outros movimentos sociais por aí e com que espancavam e prendiam membros da Gaviões – e de outras organizadas – que nos anos de chumbo ousavam cantar e dizer contra a ditadura. Afinal, são anos de tratamento animalesco por parte do poder público, e durante esses anos a cultura da violência cresceu de tal forma que não é possível ser terminada de uma hora pra outra, ou por meio de medidas ainda mais autoritárias como as que vemos acontecer dia após dia – chega-se ao cúmulo de propor jogos com torcida única. O problema da violência não é exclusividade do futebol e muito menos caso de polícia: sua ordem é maior, social, intrinsecamente ligada ao processo de expansão espacial do capital que se deu no Brasil aceleradamente da década de 50 em diante.
futebol, por seu caráter aglutinador de massas, consegue proporcionar espaços propícios a todo tipo de experiência política coletiva. A maioria delas é cooptada e orientada no sentido do capital, que vai em busca de uma “limpeza” das arquibancadas com vistas à Copa do Mundo de 2014, que aqui será realizada. Mas é engano dos mais terríveis pensar que as torcidas organizadas são apenas agrupamentos bélicos que buscam exterminar um ao outro: em recente audiência pública na Câmara dos Vereadores em que reclamavam a volta das bandeiras com mastro de bambu aos estádios paulistas, banidas há mais de década, os dirigentes das principais organizadas do estado, cansados da enrolação parlamentar, fecharam o encontro dizendo que, se não tiver conversa, deveriam se unir para chegar em 2014 fortes o suficiente para “roubar todos os turistas e botar fogo nessa merda (sic)”. A violência do capital, portanto, encontra reflexo à medida que se recrudesce, e o autoritarismo força os torcedores a repensar suas práticas, criando a possibilidade de surgimento de outras estruturas e outras idéias e ações como as que o Movimento Rua São Jorge tenta organizar.
Até 2014, o movimento dos torcedores organizados terá um grande desafio: superar a esquizofrenia do aniquilamento mútuo em nome de sua própria sobrevivência. Entretanto, para isso, precisa conseguir criar algo forte o suficiente para não só sobreviver, mas abrir espaço para se auto-afirmar enquanto movimento social nas cada vez mais excludentes arquibancadas deste país. Parte deste desafio passa por uma revisão de suas estruturas e de suas alianças. No caso da Gaviões, entre o MST e o espectro das máfias organizadas, há um abismo que pode decretar a falência ou a reorganização do ideal de “procedimento” que, desde sempre, norteou as ações da torcida.
Hoje, o Movimento Rua São Jorge representa a possibilidade transformadora desse ideal. Resta torcer e, na medida do possível, colaborar e participar para que a violência – em todas as suas formas, do preço do ingresso ao confronto físico com outras organizadas – não acabe por reduzir esse potencial ao nível das disputas sangrentas por poder.
[*] http://vailateral.wordpress.com
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Blog Passa Palavra debatendo Futebol e Política
O Blog Passa Palavra inaugura um especial sobre Futebol e Política e nós do Movimento Gaviões Rua São Jorge ganhamos algumas citações.
Encontramos os companheiros em atividade com o MST fim de semana passada o que reafirmou nossas linhas políticas.
Vale a pena conferir.
http://passapalavra.info/?p=5938
Encontramos os companheiros em atividade com o MST fim de semana passada o que reafirmou nossas linhas políticas.
Vale a pena conferir.
http://passapalavra.info/?p=5938
Em breve debate de Organizadas no Blog de Yule Bisetto
Em breve ocorrerá debate e entrevistas no Blog de Yule Bisetto. Hoje conhecendo-a e vendo seu blog fico a imaginar que vale anunciar aos frequentadores do blog.
endereço do Blog da Yule :
http://colunas.globoesporte.com/yulebisetto/
endereço do Blog da Yule :
http://colunas.globoesporte.com/yulebisetto/
Revista bandida
Nesta semana a revista mais tendenciosa do país compartilhando com os setores eliticistas de nosso futebol fez uma matéria denegrindo as Torcidas Organizadas de São Paulo.
Torcida Bandida foi a capa. Mais que isso só lendo a matéia mesmo. Pior são as propostas descriminadas pelos agentes que deveriam nos dar soluções concretas, os que deveriam insistir nas manutenções periodicas dos trabalhos, dos que acredito que já deveriam ter a noção de como compromissar os companheiros lideranças das organizadas, mas não, falta mesmo é percepção e nobreza com suas próprias verdades.
Infelizmente teremos logo mais, Copa do Mundo, nada mudará. Até lá diversas contradições aparecerão. Contradições com os discursos das autoridades do futebol, de seguranças do futebol. Mas eu como militante da paz e do dialogo dentro das torcidas afirmo, nada de concreto.
Revista Bandida isso sim. Deveria é expor estes incopetentes e corruptos que dirigem nosso futebol.
Torcida Bandida foi a capa. Mais que isso só lendo a matéia mesmo. Pior são as propostas descriminadas pelos agentes que deveriam nos dar soluções concretas, os que deveriam insistir nas manutenções periodicas dos trabalhos, dos que acredito que já deveriam ter a noção de como compromissar os companheiros lideranças das organizadas, mas não, falta mesmo é percepção e nobreza com suas próprias verdades.
Infelizmente teremos logo mais, Copa do Mundo, nada mudará. Até lá diversas contradições aparecerão. Contradições com os discursos das autoridades do futebol, de seguranças do futebol. Mas eu como militante da paz e do dialogo dentro das torcidas afirmo, nada de concreto.
Revista Bandida isso sim. Deveria é expor estes incopetentes e corruptos que dirigem nosso futebol.
Vai pra cima deles Timão, de novo .....
O Coringão ganhou o primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Primeiro passo dado.
Apostava em 2xo mesmo. Resultado bom para irmos para o sul daquele jeito. Apenas dar o segundo passo necessário. Sendo Campeão da Copa do Brasil. Sim, são passos, largos passos até o Projeto de título maior. Ser Campeão da Libertadores. Engasgado. Vamos parar o Brasil. Mas voltarei ai jogo de ontem.
Quando ainda estava em casa, nervoso e tomado pela ansiedade, com rusgas do desanimo ainda, mas procurando deixar minha cabeça virada para o jogo. Sai de casa e fui direto para o Pacaembú. A praça fervilhando, nossos coletivos transitando para varios lados, cumprimenta um aqui, outro na sequencia ali, logo outro. Presto atenção nos animos. Todos na festividade, alguns como eu centradão, cada um com seu jeito de concentrar para um grande jogo. Eu estava nervoso.
Cheguei as 21:00 hs, junto com os ingressos de nossa coletividade, o bolo, a espera entre todos e demais membros para pegar o meu com o responsável, não deu outra, entrei atrasado.
Logo em nossa entrada, a mais conturbada dos estádio, a mais insegura, a entrada do torcedor organizado. Inseguro pois entramos em plena subida de escadaria, pm vive sendo truculento ali, fico sempre aprensivo de uma correria naquela entrada montada recentemente. Com aquele tumulto logo pensei em me envolver junto com a pm para organizar, mas queria entrar e assim fiz.
Passando as catracas, chegar nos instrumentos é rápido. Com jeitinho e sempre usando a palavra do pedido de licença, por ser conhecido também, sei disso, os companheiros já aglomerados na arquibancada facilita muito minha rápida chegada la no meio.
Bateria meu destino, surdo de terceira a meta. Corinthians tocando bem a bola e dando bom ritmo ao jogo. Pego o surdo, procuro por a batucado para frente. Poblemas na respiração me atrapalha. Cantar ou tocar. Fiz um pouco de cada, mas mais tocar. Ritmo tem que ser forte e dividi a batida com nego Viola.
Corinthians 1, depois 2. Ronaldo coroa a festa. Nas arquibancadas os Gaviões inicia uma linda festa regada de sinalizadores e piscas. Batucada a mil e juramentos de invasão ao sul. É a Fiel ressaltaldo seus puros sentimentos. Tudo de bom.
Saimos das arquibancadas, tomar umas cervejas depois da gostosa vitória. Fiel em festa e ali, milhares de corinthianos felizes se direcionando aos seus trajetos de suas residências, indo descansar, comentando cada lance do jogo.
Paramos em nosso ponto de concentração, regado e cerveja nossa conversa direcionou-se a caravana do sul. Não iremos invador o sul, 2 mil ingressos nao nos permite. Mas que iremos na pegada de levar o Corinthians ao titulo, isso certeza.


fonte das fotos : Yule
Apostava em 2xo mesmo. Resultado bom para irmos para o sul daquele jeito. Apenas dar o segundo passo necessário. Sendo Campeão da Copa do Brasil. Sim, são passos, largos passos até o Projeto de título maior. Ser Campeão da Libertadores. Engasgado. Vamos parar o Brasil. Mas voltarei ai jogo de ontem.
Quando ainda estava em casa, nervoso e tomado pela ansiedade, com rusgas do desanimo ainda, mas procurando deixar minha cabeça virada para o jogo. Sai de casa e fui direto para o Pacaembú. A praça fervilhando, nossos coletivos transitando para varios lados, cumprimenta um aqui, outro na sequencia ali, logo outro. Presto atenção nos animos. Todos na festividade, alguns como eu centradão, cada um com seu jeito de concentrar para um grande jogo. Eu estava nervoso.
Cheguei as 21:00 hs, junto com os ingressos de nossa coletividade, o bolo, a espera entre todos e demais membros para pegar o meu com o responsável, não deu outra, entrei atrasado.
Logo em nossa entrada, a mais conturbada dos estádio, a mais insegura, a entrada do torcedor organizado. Inseguro pois entramos em plena subida de escadaria, pm vive sendo truculento ali, fico sempre aprensivo de uma correria naquela entrada montada recentemente. Com aquele tumulto logo pensei em me envolver junto com a pm para organizar, mas queria entrar e assim fiz.
Passando as catracas, chegar nos instrumentos é rápido. Com jeitinho e sempre usando a palavra do pedido de licença, por ser conhecido também, sei disso, os companheiros já aglomerados na arquibancada facilita muito minha rápida chegada la no meio.
Bateria meu destino, surdo de terceira a meta. Corinthians tocando bem a bola e dando bom ritmo ao jogo. Pego o surdo, procuro por a batucado para frente. Poblemas na respiração me atrapalha. Cantar ou tocar. Fiz um pouco de cada, mas mais tocar. Ritmo tem que ser forte e dividi a batida com nego Viola.
Corinthians 1, depois 2. Ronaldo coroa a festa. Nas arquibancadas os Gaviões inicia uma linda festa regada de sinalizadores e piscas. Batucada a mil e juramentos de invasão ao sul. É a Fiel ressaltaldo seus puros sentimentos. Tudo de bom.
Saimos das arquibancadas, tomar umas cervejas depois da gostosa vitória. Fiel em festa e ali, milhares de corinthianos felizes se direcionando aos seus trajetos de suas residências, indo descansar, comentando cada lance do jogo.
Paramos em nosso ponto de concentração, regado e cerveja nossa conversa direcionou-se a caravana do sul. Não iremos invador o sul, 2 mil ingressos nao nos permite. Mas que iremos na pegada de levar o Corinthians ao titulo, isso certeza.


fonte das fotos : Yule
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Carta enviada aos jogadores pelo Gaviões Movimento Rua São Jorge
Prece pelos Nossos Jogadores
Aos oito anos, véspera de um jogo importante do Timão, mesmo sem sono (sem sono pela ansiedade do jogo, até parecia eu o jogador) fui obrigado a dormir cedo. Despertei no meio da noite, suando e segurando as lágrimas. No meu pesadelo meu time perdia. E aos oito anos eu rezei assim: Pai do Céu, você é bom, é corinthiano e gosta muito de mim que eu sei. Então, por favor, eu te peço, não deixe o Corinthians perder amanhã. Juro que vou obedecer minha mãe um mês inteirinho seguido, juro que não vou mais bater naquele menino porco que mora na outra rua. Eu juro. Por favor, papai do céu!
Mas eu já não tenho oito anos. E há muito tempo perdi a inocência de criança e a ingenuidade de rezar a Deus pedindo proteção para nossos jogadores. A Nação Corinthiana está diante de um jogo muito importante para o Corinthians. Depois de amargarmos um ano de sofrimento, como era importante gritar “Campeão" da Copa do Brasil 2008. Não gritamos. Engolimos seco e voltamos pra São Paulo com o coração pesado. Fomos campões paulista. Nossa dignidade foi restaurada. Mas ainda nos falta um pedaço dela. Precisamos desse pedaço. Ano que vem fazemos 100 anos. Nosso centenário. E não negamos nosso desejo maior, nossa loucura de ganhar uma Libertadores. Só há uma coisa no nosso caminho: esse timeco do internacional. Só uma coisa pode nos impedir de jogar a Libertadores no ano do nosso centenário: uma derrota pro timeco do internacional. Sei, sei. Tem o Brasileirão. Mas, não! A hora é essa. É agora!
E eu desperto irritado com o sonho ruim, fumo meia carteira de cigarro, bebo duas doses de conhaque e dispenso a companhia da minha mulher. E fico no escuro da sala, sozinho, tentando pensar positivo, dizendo a mim mesmo, que sonhos são besteiras, que não devemos acreditar neles. Não tenho mais oito anos e já não rezo mais. Mas aquela ansiedade, parecendo que sou eu que vou jogar, ainda continua. Então percebo que aquela criança que amava o seu time e os seu jogadores ainda existe em mim. Então, fechando a porta para não ser visto, me ajoelho quietinho aos pés de São Jorge, e rezo timidamente minha oração: Deus, ilumina as mãos do Felipe, os pés do Ronaldo, o peito do William, a criatividade do Cristian e do Douglas, a mente do Mano, põe asas nos pés do Dentinho, fortalece o Alessandro, protege o Diego, o Elias, o Chicão, o Diogo...Deus, ajuda nossos jogadores no início do jogo, lá onde eles estão mais frágeis, ajuda-os no coração da luta, a manterem firme o fio da atenção, preserva neles a esperança do gol mais lindo, sem o que eles perderiam o ânimo, preserva-os na impotência sem o que eles se perderiam no orgulho, purifica-lhes o olhar. Quando perdem gols não significa que são mal jogadores, quando fazem gols não significam que são os melhores, pois se eles fazem apenas pelo gosto do lucro apodrecerão no outono como um fruto esquecido, mas se fazem por amor permanecerão no bem, e no coração de sua torcida. E que o momento de fazer bem feito é agora!.... enfim, meu Deus, cuida de tua melhor criação, cuida do nosso Corinthians, cuida dos nossos jogadores e, mostra pra todo mundo mais uma vez que você é corinthiano. Não é por mim, sabe, eu sei disso e não preciso de provas. Mas o povo fala muito e adora fofocas, entendeu?
É isso aí, rapaziada! Vocês estão no momento histórico de elevar a felicidade de 20 milhões de Corinthianos em todo o mundo à máxima potência: comemorar 100 anos de existência com o título que nos falta. Ganhar a Copa do Brasil é o primeiro,e por ser o primeiro, é o passo mais importante. Sem um priemiro passo, não há um segundo, nem um terceiro. Não se caminha. A conquista desta taça não é uma cobrança. É um pedido. Podem estar seguros, que da arquibancda jogaremos juntos os quatro tempos desse jogo. Ânimo. Força. E garra corinthiana!
Movimento Gaviões da Rua São Jorge
Aos oito anos, véspera de um jogo importante do Timão, mesmo sem sono (sem sono pela ansiedade do jogo, até parecia eu o jogador) fui obrigado a dormir cedo. Despertei no meio da noite, suando e segurando as lágrimas. No meu pesadelo meu time perdia. E aos oito anos eu rezei assim: Pai do Céu, você é bom, é corinthiano e gosta muito de mim que eu sei. Então, por favor, eu te peço, não deixe o Corinthians perder amanhã. Juro que vou obedecer minha mãe um mês inteirinho seguido, juro que não vou mais bater naquele menino porco que mora na outra rua. Eu juro. Por favor, papai do céu!
Mas eu já não tenho oito anos. E há muito tempo perdi a inocência de criança e a ingenuidade de rezar a Deus pedindo proteção para nossos jogadores. A Nação Corinthiana está diante de um jogo muito importante para o Corinthians. Depois de amargarmos um ano de sofrimento, como era importante gritar “Campeão" da Copa do Brasil 2008. Não gritamos. Engolimos seco e voltamos pra São Paulo com o coração pesado. Fomos campões paulista. Nossa dignidade foi restaurada. Mas ainda nos falta um pedaço dela. Precisamos desse pedaço. Ano que vem fazemos 100 anos. Nosso centenário. E não negamos nosso desejo maior, nossa loucura de ganhar uma Libertadores. Só há uma coisa no nosso caminho: esse timeco do internacional. Só uma coisa pode nos impedir de jogar a Libertadores no ano do nosso centenário: uma derrota pro timeco do internacional. Sei, sei. Tem o Brasileirão. Mas, não! A hora é essa. É agora!
E eu desperto irritado com o sonho ruim, fumo meia carteira de cigarro, bebo duas doses de conhaque e dispenso a companhia da minha mulher. E fico no escuro da sala, sozinho, tentando pensar positivo, dizendo a mim mesmo, que sonhos são besteiras, que não devemos acreditar neles. Não tenho mais oito anos e já não rezo mais. Mas aquela ansiedade, parecendo que sou eu que vou jogar, ainda continua. Então percebo que aquela criança que amava o seu time e os seu jogadores ainda existe em mim. Então, fechando a porta para não ser visto, me ajoelho quietinho aos pés de São Jorge, e rezo timidamente minha oração: Deus, ilumina as mãos do Felipe, os pés do Ronaldo, o peito do William, a criatividade do Cristian e do Douglas, a mente do Mano, põe asas nos pés do Dentinho, fortalece o Alessandro, protege o Diego, o Elias, o Chicão, o Diogo...Deus, ajuda nossos jogadores no início do jogo, lá onde eles estão mais frágeis, ajuda-os no coração da luta, a manterem firme o fio da atenção, preserva neles a esperança do gol mais lindo, sem o que eles perderiam o ânimo, preserva-os na impotência sem o que eles se perderiam no orgulho, purifica-lhes o olhar. Quando perdem gols não significa que são mal jogadores, quando fazem gols não significam que são os melhores, pois se eles fazem apenas pelo gosto do lucro apodrecerão no outono como um fruto esquecido, mas se fazem por amor permanecerão no bem, e no coração de sua torcida. E que o momento de fazer bem feito é agora!.... enfim, meu Deus, cuida de tua melhor criação, cuida do nosso Corinthians, cuida dos nossos jogadores e, mostra pra todo mundo mais uma vez que você é corinthiano. Não é por mim, sabe, eu sei disso e não preciso de provas. Mas o povo fala muito e adora fofocas, entendeu?
É isso aí, rapaziada! Vocês estão no momento histórico de elevar a felicidade de 20 milhões de Corinthianos em todo o mundo à máxima potência: comemorar 100 anos de existência com o título que nos falta. Ganhar a Copa do Brasil é o primeiro,e por ser o primeiro, é o passo mais importante. Sem um priemiro passo, não há um segundo, nem um terceiro. Não se caminha. A conquista desta taça não é uma cobrança. É um pedido. Podem estar seguros, que da arquibancda jogaremos juntos os quatro tempos desse jogo. Ânimo. Força. E garra corinthiana!
Movimento Gaviões da Rua São Jorge
Amigos e Amigas do MST da região de Ribeirão Preto
Ribeirão Preto, 13 de junho de 2009.
No último dia 11, na madrugada, reocupamos pela quarta vez, em um ano, as terras da Usina Nova União – Fazenda Martinópolis, em Serrana, na região de Ribeirão Preto. A Fazenda é toda plantada com cana, e está arrendada para outra usina da região.
Corre um processo na Justiça por parte do Governo do Estado, para arrecadação da mesma por dívidas de ICMS. Segundo o procurador do estado em Ribeirão Preto – Dr. Paulo Neme, as terras e a usina, com tudo o que tem dentro (incluindo obras de arte), não pagam a dívida com o Estado.
A ocupação foi feita por cerca de 80 membros do MST. A maioria faz parte do Acampamento Alexandra Kollontai, que é fruto de um trabalho de base permanente realizado nas cidades de Serrana, Serra Azul e Cajuru. A demora e a falta de prioridade do Governo para a Reforma Agrária, causam uma desmobilização no número de famílias nos acampamentos.
Violência e criminalização
Desde o período da primeira ocupação, começou a funcionar na Fazenda e na Usina um esquema de segurança, que compreende: empresa de segurança privada, armada (a noite) e seguranças particulares (durante o dia), aparentemente desarmados. Os próprios seguranças afirmam que o esquema de segurança é chefiado por Paulo Junqueira, proprietário de outra Fazenda já ocupada na região em 2006, que é a Santa Maria. Paulo Junqueira foi premiado pela BUNGE em 2005, na modalidade produtividade. Existe um processo contra militantes do MST em curso sobre esse caso.
A imprensa tem sido pautada pela Usina que vende uma imagem violenta do MST, com acusação de que fizemos os seguranças reféns etc. Numa clara intenção de criminalização e isolamento da sociedade.
Logo pela manhã do último dia 11, dois carros com seguranças armados se aproximaram do acampamento, chamando para uma conversa “com o líder” e exibindo duas armas, identificadas como “765 cromada”. E no dia 12, por volta das 19h, um carro se aproximou novamente do acampamento e disparou um tiro. E depois disso, fizeram mais algumas “visitas” mostrando as armas, causando um clima de medo entre as famílias, com a intenção de que desistam da luta.
Essa situação traz uma possibilidade de desgastarmos ainda mais a imagem do agronegócio, que em sua dita capital, usa de métodos da pistolagem e evitar que a violência avance.
Necessidade de apoio político dos amigos e amigas do MST e solidariedade às famílias acampadas.
Estamos organizando uma atividade para o próximo sábado (dia 20/06/2009). A princípio em caráter de almoço, nos esforçando pra trazer aliados locais. Estamos fazendo os contatos, e caso haja adesão, isso pode crescer para um ato. A idéia é nos reunirmos por volta das 11h30 no próprio Acampamento. Caso haja dificuldade de ir até lá, podemos organizar um esquema de caronas ou irmos em comboio pra ninguém se perder no canavial.
Sabemos da enorme dificuldade de articulação da esquerda e dos setores populares, mas é fundamental nos organizarmos para esta e outras lutas. Caso alguém já tenha compromisso nesta data, seria importante se esforçar para fazer uma visita em outra data e também enviar mensagens de apoio que podem ser lidas durante a atividade do dia 20/06. POR FAVOR, DEÊM UM RETORNO SOBRE A PARTICIPAÇÃO PARA NOS ORGANIZARMOS!
Há uma grande possibilidade de sofrermos uma reintegração de posse, antes desta data, mas garantiremos a atividade.
Outra questão, é que está fazendo muito frio. Portanto uma arrecadação de agasalhos e cobertores, bem como alimentos, será muito bem vinda.
Histórico do Acampamento Alexandra Kollontai: no mês de abril, o MST realizou em nível nacional sua Jornada de Lutas. No estado de São Paulo, foram mobilizadas cerca de 1000 famílias, e na região de Ribeirão Preto, ocorreu a mobilização na Procuradoria do Estado e na Prefeitura de Ribeirão Pretoo. No 1° de Maio, reocupamos a Fazenda Martinópolis, no município de Serrana e após 25 dias, sofremos uma reintegração de posse e saímos da área.
Temos a certeza que nossa insistência e apoio da sociedade são fundamentais para a conquista desta área. O acampamento Alexandra Kolontai completou no dia 22 de maio, uma ano de luta e persistência. A primeira ocupação foi na antiga Fazenda Bocaina, no município de Serra Azul. Neste período de um ano, esta comunidade já enfrentou 5 mudanças na luta pela tão sonhada Reforma Agrária. Somente na Fazenda Martinópolis, essa já é a 4ª ocupação.
A Fazenda foi arrematada pelo Governo do Estado por adjudicação fiscal durante o período de 1991 a 2002 e não foi destinada para a Reforma Agrária, conforme o processo 7863/86 que se encontra na 1° Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ribeirão Preto. Portanto a área esteve nas mãos do Governo do Estado como parte do pagamento de dívidas, que não executou nenhum projeto para o benefício da população e até hoje esta dívida com o povo brasileiro não foi paga.
Local do Acampamento: Rodovia Abraão Assed, acesso pelo Km 31, à esquerda (sentido Cajuru), atrás do Assentamento Sepé Tiarajú, municípios de Serrana e Serra Azul – SP.
Direção Regional do MST
No último dia 11, na madrugada, reocupamos pela quarta vez, em um ano, as terras da Usina Nova União – Fazenda Martinópolis, em Serrana, na região de Ribeirão Preto. A Fazenda é toda plantada com cana, e está arrendada para outra usina da região.
Corre um processo na Justiça por parte do Governo do Estado, para arrecadação da mesma por dívidas de ICMS. Segundo o procurador do estado em Ribeirão Preto – Dr. Paulo Neme, as terras e a usina, com tudo o que tem dentro (incluindo obras de arte), não pagam a dívida com o Estado.
A ocupação foi feita por cerca de 80 membros do MST. A maioria faz parte do Acampamento Alexandra Kollontai, que é fruto de um trabalho de base permanente realizado nas cidades de Serrana, Serra Azul e Cajuru. A demora e a falta de prioridade do Governo para a Reforma Agrária, causam uma desmobilização no número de famílias nos acampamentos.
Violência e criminalização
Desde o período da primeira ocupação, começou a funcionar na Fazenda e na Usina um esquema de segurança, que compreende: empresa de segurança privada, armada (a noite) e seguranças particulares (durante o dia), aparentemente desarmados. Os próprios seguranças afirmam que o esquema de segurança é chefiado por Paulo Junqueira, proprietário de outra Fazenda já ocupada na região em 2006, que é a Santa Maria. Paulo Junqueira foi premiado pela BUNGE em 2005, na modalidade produtividade. Existe um processo contra militantes do MST em curso sobre esse caso.
A imprensa tem sido pautada pela Usina que vende uma imagem violenta do MST, com acusação de que fizemos os seguranças reféns etc. Numa clara intenção de criminalização e isolamento da sociedade.
Logo pela manhã do último dia 11, dois carros com seguranças armados se aproximaram do acampamento, chamando para uma conversa “com o líder” e exibindo duas armas, identificadas como “765 cromada”. E no dia 12, por volta das 19h, um carro se aproximou novamente do acampamento e disparou um tiro. E depois disso, fizeram mais algumas “visitas” mostrando as armas, causando um clima de medo entre as famílias, com a intenção de que desistam da luta.
Essa situação traz uma possibilidade de desgastarmos ainda mais a imagem do agronegócio, que em sua dita capital, usa de métodos da pistolagem e evitar que a violência avance.
Necessidade de apoio político dos amigos e amigas do MST e solidariedade às famílias acampadas.
Estamos organizando uma atividade para o próximo sábado (dia 20/06/2009). A princípio em caráter de almoço, nos esforçando pra trazer aliados locais. Estamos fazendo os contatos, e caso haja adesão, isso pode crescer para um ato. A idéia é nos reunirmos por volta das 11h30 no próprio Acampamento. Caso haja dificuldade de ir até lá, podemos organizar um esquema de caronas ou irmos em comboio pra ninguém se perder no canavial.
Sabemos da enorme dificuldade de articulação da esquerda e dos setores populares, mas é fundamental nos organizarmos para esta e outras lutas. Caso alguém já tenha compromisso nesta data, seria importante se esforçar para fazer uma visita em outra data e também enviar mensagens de apoio que podem ser lidas durante a atividade do dia 20/06. POR FAVOR, DEÊM UM RETORNO SOBRE A PARTICIPAÇÃO PARA NOS ORGANIZARMOS!
Há uma grande possibilidade de sofrermos uma reintegração de posse, antes desta data, mas garantiremos a atividade.
Outra questão, é que está fazendo muito frio. Portanto uma arrecadação de agasalhos e cobertores, bem como alimentos, será muito bem vinda.
Histórico do Acampamento Alexandra Kollontai: no mês de abril, o MST realizou em nível nacional sua Jornada de Lutas. No estado de São Paulo, foram mobilizadas cerca de 1000 famílias, e na região de Ribeirão Preto, ocorreu a mobilização na Procuradoria do Estado e na Prefeitura de Ribeirão Pretoo. No 1° de Maio, reocupamos a Fazenda Martinópolis, no município de Serrana e após 25 dias, sofremos uma reintegração de posse e saímos da área.
Temos a certeza que nossa insistência e apoio da sociedade são fundamentais para a conquista desta área. O acampamento Alexandra Kolontai completou no dia 22 de maio, uma ano de luta e persistência. A primeira ocupação foi na antiga Fazenda Bocaina, no município de Serra Azul. Neste período de um ano, esta comunidade já enfrentou 5 mudanças na luta pela tão sonhada Reforma Agrária. Somente na Fazenda Martinópolis, essa já é a 4ª ocupação.
A Fazenda foi arrematada pelo Governo do Estado por adjudicação fiscal durante o período de 1991 a 2002 e não foi destinada para a Reforma Agrária, conforme o processo 7863/86 que se encontra na 1° Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ribeirão Preto. Portanto a área esteve nas mãos do Governo do Estado como parte do pagamento de dívidas, que não executou nenhum projeto para o benefício da população e até hoje esta dívida com o povo brasileiro não foi paga.
Local do Acampamento: Rodovia Abraão Assed, acesso pelo Km 31, à esquerda (sentido Cajuru), atrás do Assentamento Sepé Tiarajú, municípios de Serrana e Serra Azul – SP.
Direção Regional do MST
ATO UNIFICADO DA USP, UNESP E UNICAMP DAS 3 CATEGORIAS
ATO UNIFICADO DA USP, UNESP E UNICAMP DAS 3 CATEGORIAS
DIA 18/06 5ª 12H
CONCENTRAÇÃO NO MASP
PASSEATA ATÉ O LARGO SÃO FRANCISCO
Saída do MASP [Av. Paulista] às 13 horas.
O ATO SERÁ REALIZADO EM FRENTE À FACULDADE DE DIREITO, UNIDADE DO DIRETOR GRANDINO RODAS, RESPONSÁVEL PELA RESOLUÇÃO DO CO, QUE DETERMINA E AUTORIZA A INVASÃO DA UNIVERSIDADE PELA FORÇA POLICIAL.
CONTRA O ATAQUE DA POLÍCIA DE TERÇA!!!
FORA PM!!!
FORA REITORA!!!
DIA 18/06 5ª 12H
CONCENTRAÇÃO NO MASP
PASSEATA ATÉ O LARGO SÃO FRANCISCO
Saída do MASP [Av. Paulista] às 13 horas.
O ATO SERÁ REALIZADO EM FRENTE À FACULDADE DE DIREITO, UNIDADE DO DIRETOR GRANDINO RODAS, RESPONSÁVEL PELA RESOLUÇÃO DO CO, QUE DETERMINA E AUTORIZA A INVASÃO DA UNIVERSIDADE PELA FORÇA POLICIAL.
CONTRA O ATAQUE DA POLÍCIA DE TERÇA!!!
FORA PM!!!
FORA REITORA!!!
MST cobra desapropriações em Campinas
15/06/2009
Na manhã deste domingo (14/6), 150 famílias do MST de Campinas, Americana, Cosmópolis, Limeira e Grande São Paulo, ocuparam a fazenda Eldorado, no município de Valinhos, na região metropolitana de Campinas.
O MST reivindica uma ação imediata do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para desapropriação das fazendas improdutivas já vistoriadas na região de Campinas e Grande São Paulo, e exigem que sejam arrecadadas essas terras para a Reforma Agrária.
As famílias exigem também a revogação da lei que trava o processo da desapropriação quando ocorre uma ocupação, como medida de celeridade processual.
fonte : www.mst.org.br
Na manhã deste domingo (14/6), 150 famílias do MST de Campinas, Americana, Cosmópolis, Limeira e Grande São Paulo, ocuparam a fazenda Eldorado, no município de Valinhos, na região metropolitana de Campinas.
O MST reivindica uma ação imediata do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para desapropriação das fazendas improdutivas já vistoriadas na região de Campinas e Grande São Paulo, e exigem que sejam arrecadadas essas terras para a Reforma Agrária.
As famílias exigem também a revogação da lei que trava o processo da desapropriação quando ocorre uma ocupação, como medida de celeridade processual.
fonte : www.mst.org.br
Vai para cima Timão ...
Corinthians x Inter, final da Copa do Brasil. Nervosismo, ansiedade, tensão, concentração. É, hoje é dia de um grande jogo para o Todo Poderoso Timão.
As questões que aconteceram semana passada de muito me desanimou. Hoje por momen tos tais sentimentos me preencheu, mas logo todos os mais variados sentimentos de dia de grandes jogos me tomou.
O adversário vem com desfalques relevantes, precisamos meter uns 2 para irmos ao Sul mais sossegados. Um bom time e não podemos vacilar.
Espero que hoje as arquibancadas do Pacaembú façam a diferença. Temos que levar o Corinthians para dentro do gol.
Daquele jeito, aquele axé, aquela mística pesada nas arquibancadas. Vamos pra cima delas Timão...
As questões que aconteceram semana passada de muito me desanimou. Hoje por momen tos tais sentimentos me preencheu, mas logo todos os mais variados sentimentos de dia de grandes jogos me tomou.
O adversário vem com desfalques relevantes, precisamos meter uns 2 para irmos ao Sul mais sossegados. Um bom time e não podemos vacilar.
Espero que hoje as arquibancadas do Pacaembú façam a diferença. Temos que levar o Corinthians para dentro do gol.
Daquele jeito, aquele axé, aquela mística pesada nas arquibancadas. Vamos pra cima delas Timão...
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