segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Gaviões, Ronaldo e o Anticlímax da Tevê Globo


Francisco de Assis Pinheiro, ao contrário do que muitos pensam, não é mineiro, ele é nascido em Santa Maria/RS. Nesta noite de sábado para o domingo, protagonizou algumas das cenas mais constrangedoras de que se tem notícia, da tevê brasileira. Estamos falando do apresentador da Tevê Globo, Chico Pinheiro que, como podemos ver, não é Chico Mineiro. O personagem clássico da música sertaneja, não seria capaz de tamanha façanha. Vamos ao "incidente":

A grossura propalada a respeito dos gaúchos (apesar, de muita gente dizer o contrário) veio à tona quando mais da metade dos brasileiros (grudados na telinha da TV Globo), esperava um desfecho emocionante, no desfile da Escola de Samba Gaviões da Fiel. No anticlímax da tevê Globo, Ronaldo "o fenômeno" era mostrado desde o início do desfile, impaciente, num carro alegórico, ainda na concentração (antes disso, também havia sido entrevistado por um dos repórteres da emissora), como se fosse um personagem do BBB, desconhecendo que era flagrado pelas câmeras indiscretas. Ele não estava ali para aumentar a audiência, mas sim, aflito, como um soldado (graduado, é verdade) desse imenso Exército, sem generais. Um dos comandantes da Democracia Corinthiana (Sócrates), já estava sambando por todos os poros, no meio da avenida, além de Biro-Biro e Wladimir. Ronaldo, como a maioria dos que estava colada à telinha, só queria saber se haveria tempo para ser um dos 4.500 integrantes da Escola, a desfilar dentro dos míseros 65 minutos destinados a todas as Escolas. Esta era a emoção maior, mas Chico (o gaúcho de Santa Maria) estava lá para atrapalhar. A primeira grossura que ele e sua emissora já haviam cometido foi não mostrar o conhecido "esquenta" dos Gaviões da Fiel, tão comum como é cuíca no samba. Esconderam isso, e a razão, talvez, Freud, a Polícia Federal, ou, quem sabe, Jack Bauer possa explicar.
Mas, não ficou só por aí; assim que o desfile ganhou corpo na avenida, com a manifestação inédita, até então, do povaréu nas arquibancadas, a Globo tratou de introduzir cenas de anticlímax na apresentação, escondendo, por exemplo, os jogadores que fazem parte do elenco atual do corintians, além do seu treinador, Mano Menezes. A primeira inserção foi um insulto - o apresentador, nascido nos pampas, chamou nada menos do que o Tobias da Vai-Vai que, apesar de corintiano, agora é um arquiinimigo da Escola, por ser um concorrente direto dos Gaviões. Acompanhando o presidente da Vai-Vai, lá estava João Carlos Martins, um maestro extraordinário, mas que sempre esteve (em vida) na contra mão de todos os objetivos da Fiel Torcida, e de outras torcidas mais. A verdade, é que naquele momento ninguém estava querendo ouvir (nem ver) coisa alguma, que não reportasse a passagem da escola, Gaviões, pelo sambódromo. Isto foi pouco, diante do que veio a seguir.

Chico, que nem é mineiro, escondeu um dos momentos mais extraordinários da euforia Corintiana, dessa vez trazendo para o vídeo nada mais, nada menos do que Rita Cadilac (*), para falar de sua loucura, ao representar "Maria Louca e Demente", quando desfilou numa escola anterior. O apresentador da TV Globo, num gesto de "desprendimento" não teve pudor de apresentar a "bunda de Rita", como uma das expressões da Moderna Cultura Brasileira. Azar dos foliões que preferem outros modelos, como a madrinha da bateria dos Gaviões, a atriz Sabrina Sato (da Rede Viva), ou a rainha da bateria, Tatiane Minerato, quase uma sósia da apresentadora de esportes da Tevê Gazeta, Michele Gianella.

Enquanto isso, o samba corria solto às costas de Chico Pinheiro, para constrangimento geral dos convidados, chamados a participar de uma tal "Esquina do Samba" (dentre elas, a compositora Leci Brandão).

Não contente com o vexame promovido por ele mesmo, o apresentador surge, novamente, para fazer uma espécie de autocrítica, piorando ainda mais a situação. Ele abriu a câmera, literalmente de costas e, por alguns bons cinco minutos, ainda fomos obrigados a ver a sua “cara vermelha”, provocada, talvez, não por água mineral, diga-se. Na "cara dura", como se diz, afirmou que virou as costas para o samba que acabara de passar e, quando voltou a olhar, à escola já havia terminado o seu desfile. Não foi preciso ser tão esperto para concluir que alguém havia gritado uma bronca, ao seu ouvido. A reação dos convidados foi o espelho desse constrangimento. Enquanto isso, o mundo seguia pela Globo Internacional, Ronaldo desfilando, finalmente, para uma platéia difícil de imaginar o seu tamanho real. A reação do fenômeno Ronaldo ficou para ser registrado num outro momento, quem sabe, numa outra civilização. A Tevê Globo, que insiste em editar a realidade, preferiu ocultar a reação da população que, como os rios quando transbordam, desconhecem as margens e os seus limites.    

Jair Alves - dramaturgo

3 comentários:

Sid Cerveja disse...

ô Pulga a fonte está preta e o fundo também cara, e ae manow botei um link pro seu blog no meu da uma olhada qualquer hora

www.blogsidcerveja.blogspot.com

saudações corinthianas

john lennon disse...

foi bem isso mesmo,palhaçada e desrespeito total com todos os corinthianos que estavam acordados para ver o desfile,se fosse para ver bunda de A OU B era + facil comprar um dvd pra adultos.

num é de hoje que essa globo vem desmerecendo todos nós!

Enilde disse...

Pulguinha se o Movimento Rua São Jorge acha q o carnaval é prejudicial à Gavioes pq vc se preocupou com o desfile desse ano??
abs